sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Medo, seria melhor a reforma ou a não reforma... uma faca de dois gumes


Como já aconteceu algumas vezes, entregamos confiando na administração um espaço e nos demos mal...demoraram mais que o previsto para fazer a reforma ou a reforma nunca foi feita e piorou a situação do uso do espaço.

Embora o CLM esteja querendo voltar, ficou sem atividades durante um ano e meio e o CLM(Centro Livre de Música) voltou com um pequeno pessoal que foram tirados das oficinas em outros pontos culturais. Não foi reformado o local, retirou as oficinas no Teatro Martins Pena (CLM) e depois de um tempo, retiram-se oficinas de escolas e de teatros como os do Elis Regina e levam para o Martins Pena. Explico que as oficinas vieram miúdas, pequenas, as aulas de flauta transversal, clarinete, sax, oboé, fagote, violino, violoncelo, percussão, bateria entre muitos outros instrumentos, teoria musical, aulas de harmonia, melodia, rítmica e história da musica e percepção musical que outrora eram consideradas perto do ideal(aulas dadas na FASCS) deixaram de existir.
É por este motivo que o CAJUV não quer arredar o pé do local, sabe que não é confiável e outros pontos culturais também coçam a orelha quando a prefeitura diz: “Vamos fazer...”
O pessoal do CLM foi iludida e ficou de 2010 a 2012 sem 1 oficina.
Quando o pessoal fala em descentralizar a cultura, a saúde ou outra coisa de importância como tal, eu já sei, não vai dar certo... para tudo deve ter um ponto de referência onde o C é o centro CLM(Centro Livre de Música) CRI(Centro de Referência ao Idoso) a não ser o CAJUV, que não é centro o C mas pode considerar assim como Centro. CAJUV(Coordenadoria de Ações para a Juventude) é um centro de muito gás com muita juventude envolvida, e como tem esportes, artes, musica e dança estão bem próximos um do outro, alguns com arenas específicas para a prática do esporte, outros com palco, palanque iluminação, as vezes os dois se misturam no Parque Città di Maróstica.

O que a Coordenadoria de Ações para a Juventude tem medo? Tem medo que o espaço artístico, ao lado do CRI(Centro de referência ao Idoso) saiam do local para dar o espaço para o SESC. Nada contra o SESC(o SESC não é garantia de serviço artístico para o munícipe ), mas tirar o CAJUV e o CRI e não dar outro local digno não é uma opção boa , lembrando que se qualquer órgão público disser  que irá fazer, chamem este blog para ter a certeza que será feito aos contentos. O CLM deu tudo errado, mas aprendemos com os erros, portanto pessoal que está no CAJUV, não ignorem este fato, creio que será de grande importância, aquele espaço é nosso. O SESC pode pleitear outro lugar.
Mas este medo de sair de onde sobreviveu está em outros pequenos espaços, exemplo da Corporação Musical São José. O local onde fazem ensaios e é deles desde 1955 está sendo atacado por cupins, triste mas é verdade.
hoje a Corporação Musical São José

Esta é a ultima Banda das 7 musicais ainda em formação, foi ela que em 2012 tocou na solenidade do anirvessário de São Bernardo do Campo que faz seu reveilon todo dia 20 de agosto na qual estamos próximos e a secretaria não se pronunciou se a Banda irá ou não tocar. Sobre o espaço a prefeitura pretende consertar, mas há dúvidas por parte dos membros. Se eles saírem, quando será lhes entregue? Aonde será o local de ensaios? Aí eu tenho uma pergunta, será que daria para reformar sem remover o pessoal?
Opa, mas ai vocês perguntam, e a Corporação Musical Carlos Gomes? Eu tenho minhas dúvidas que se ela irá ser como a Banda Carlos Gomes, eu a ouvi inúmeras vezes, na ultima vez, com músicos velhinhos, mas tocando fantasticamente bem em qualquer situação, nesta ultima foi dia 15 de novembro, onde compareceram todas as bandas e muitas fanfarras e bandas marciais, não esperava que no próximo ano não a veria mais.
A atual Carlos Gomes não faz jus ao nome e história da banda, pois ela é formada por alunos jovens da Banda Mirim e Banda Jovem, e alguns de outras bandas que morreram  ou deram instrumentos para que 1 sobrevivesse, é o caso da Corporação Musical Filarmônica Maestro Pedro Salgado(Bandinha do Ferrazópolis) que doou todos os instrumentos e o mesmo a Banda Infanto Juvenil Municipal do Rudge Ramos fez.
Podem me considerar chato pessoal da “Carlos Gomes” mas se ficar apenas em musicas evangélicas e não tocar dobrados e outras musicas, tenho a nítida impressão que não entraram na Corporação para ser um membro, e sim para se aproveitar dos instrumentos que poderia estar tocando com outras crianças(vocês já foram crianças, lembram?) Não seria chato eu dizer para que comprassem seus instrumentais, já que não tocam em solenidades  e não tem um ouvido eclético. Garanto que poucos  topariam , mas a Corporação é um grupo, uma comunidade, onde todos andam, pensam e tocam quaisquer musicas!
Nada contra outras crenças, mas deixo um recado, inclusão de músicas populares, marchas, dobrados não matará ninguém, mas se houver a falta da música, esta sim matará a você e as suas gerações futuras.
Sejam uma banda, vocês tem um nome forte a zelar...

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