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sábado, 14 de setembro de 2019

Final de semana com duas apresentações, Banda e Orquestra

Amigos leitores gostaria de informar que a Banda Municipal de São Caetano Do Sul  estará em mais um concurso e se Deus quiser , virá com mais um troféu para o Grande ABCDRRM  paulistano ou Grande ABC ou até mesmo as 7 cidades Paulistanas. 
São Bernardo do Campo , São Caetano do Sul por ter tido os melhores Maestros , Instrutores  está  com poucos recursos, sobrevivendo...
Escolas tentam resgatar  o que em epocas de 1970 era glamouroso...
São Caetano com a melhor  escola da America Latina  a Fundação das Artes de São Caetano do Sul, e São Bernardo do Campo como a cidade das bandas...
Por que cidade das bandas? 

São Bernardo tinha em todas as escolas uma fanfarra. SBC tinha muitas Bandas Maciais , tanto é que em concursos apareciam no exemplo que dou, Banda Marcial da escola estadual  e na mesma escola Fanfarra...
São Bernardo foi considerada  a cidade que mais Bandas Musicais tinha (são bandas que compõe-se de instrumentos  do tipo trombeta,madeira, percussão) podendo dizer de algumas que temos boas memórias , Banda da WV, Banda Municipal da Cidade das Crianças , Corporação Musical Carlos Gomes,  Banda do Ferrazópolis que mais tarde ficou como Corporação Filarmônica Maestro Pedro Salgado, Banda Municipal do Rudge Ramos , Banda Dr Baeta Neves Corporação Musical São José e Banda Municipal de São Bernardo do Campo...
Teve também a Banda Metalurgia, onde os musicos , são mais que celebridades hoje , alguns tocam para o Roberto Carlos em suas tournées , outros fazem musicas e composições , outros são músicos do Leonardo (Leandro e Leonardo) além de terem muitas vinhetas  em tvs , rádios  e tocarem para muitos compositores , como Elis Regina...
Eu tinha inveja da Banda Metalurgia , então teria eu que estudar, em 83 queria fazer musica na Fundação das Artes de Sul , mas só pude começar a fundação em 1986

Esta é Banda Municipal de São Caetano do Sul, tentando como outras sobreviver , mas não é uma Banda comum, ela tem  um Maestro que me lembra o Maestro Conceição de São Bernardo do Campo... rigidez,  e neste domingo ela estará  em um concurso, lutando mais alguns troféus! pois ela não ganha apenas um! 
Gostaria imensamente de ir, para gritar a vitória...
Para quem ficou contente por uma parte da memória  cultural ter sido resgatada , em Santos, Cubatão  ou outra cidade, não esqueça eu vivi isso, e em tantas cidades  que fica difícil escrever todas aqui.

A Verdade é uma  e ninguém pode negar: A MUSICA É UMA GRANDE AUXILIADORA DA EDUCAÇÃO, TIRA SEU FILHO OU FILHA DA BANDIDAGEM, APRIMORA SEU CÉREBRO E QUEM É DE FATO MÚSICO, NUNCA DEIXARÁ DE SER UM MUSICO Sempre estará aprendendo , com hábitos bons... 

Passando ontem , na João Firmino , dei de ouvidos  com um som, em meio a chuva, no Colégio Ábaco , e observei uma orquestra.... sim era uma orquestra que há mais de 3 anos está formada ... vc não acredita? apareça dia 14 de setembro no Colégio Abaco, na João Firmino ao lado da Padaria Pão de Queijo... tem duas apresentações , uma as 8:00h e a outra as 12:00h imperdível



Neste momento, estavam passando o som para a microfonia , pois vai ser no aberto, então precisou de profissionais e técnicos de som 

O blogger: Na verdade, eu como blogueiro, quero passar que, a Cultura não está morta apenas não dão valor a boa musica, e fico muito triste que eu depois de 10 anos fazendo blogge ainda tem pessoas que acham que esta minha arte, minha cultura, em especial é algo supérfluo, sem valor , alguns sentem saudades  de 1970, mas foi eles ou os pais deles que votaram para haver o extermínio... tirando-nos das ruas em datas solenes, das escolas, e digo, todas as escolas tem instrumentos, exija que o diretor retome a postura e reviva aquela banda marcial, banda musical ou fanfarra... todas as escolas tem condições ou tem instrumentos. 



  



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Itacyr Bocato Jr

Gostaria de colocar aqui, uma descrição do que é o Itacyr Bocato Jr, e nada melhor que um vídeo que fala por muitas palavras, pois são as dele... 
Este belíssimo documentário que não se perderá no tempo, trás também a história de uma cidade chamada São Bernardo do Campo, em uma pequena escola chamada EEPG Dr Baeta Neves, assim formando a Banda Musical Dr Baeta Neves ganhadora de muitos troféus. 
As épocas das Bandas em São Bernardo do Campo começou em 1923 com a Corporação Musical Filarmônica Lauro Gomes, que só em 1955 foi conhecida  como Banda e só em 1982 foi dado o nome de Patrimônio Cultural da Cidade de São Bernardo do Campo, mas  o garoto Bocato, viria apenas depois e eu viria uns 7 anos depois dele. Lauro Gomes encostou o ouvido no instrumento para se certificar que não era playback o que meninos tão pequenos tocavam e com tão brilhantismo. A Corporação Musical São José é a remanescente de tantos anos ruins com a cultura, continua firme e forte e, embora ela tenha se tornado Ponto Cultural, a banda sofre com o descaso à cultura, na música em geral que foi perpetuada até o exmo ex prefeito de São Bernardo do Campo, Tito Costa... depois dele caiu uma banda, outra e outra, mas São Bernardo do Campo continua sendo a Cidade das Bandas, ou seja , da Metaleira (trombone, trompete, sax, flautas, clarinete, souzafone, trombone, tuba, bombardino) por isso a primeira banda depois da Dr Baeta Neves, teve o nome de Banda Metalurgia, que em minha concepção dois motivos foram dados: SBC era a Capital do Automóvel e Metalurgia eram as empresas automobilísticas , outra para confundir era o jeito diferente de se dar com a musica, com fusion, funk, samba, baião em complexos arranjos.
A Abertura da Fabrica do som ( que foi da TV Cultura entre 1983/1984) foi um grande desabafo sociocultural e até hoje lembramos com gosto.


Um dos meus favoritos instrumentistas brasileiros, ex -trombonista da banda Metalurgia, ou seria melhor dizer: Trombonista da ex banda Metalurgia?
A Banda Metalurgia existe, no coração de cada instrumentista Sambernadense, por isso não considero ex banda, e poderá qualquer hora ser recomposta com outros arranjos, outros instrumentistas, que darão o mesmo brilho que ora antes era dado em tempos de Baêta... No caso eu diria: é o Trombonista da Banda Metalurgia
Falar apenas de Bocato seria um orgulho, sabendo que existe Claudinho Baêta 1982 com Mané Leão - teclados, Bocato - trombone, Nonô - trumpete, Jacaré - sax, Lino Simão - sax, Da Julia - sax, Farias - trumpete, Eduzinho - baixo, Marcelo Munari - guitarra, Duda Neves - bateria. Grandes momentos. Tema "Impulso" (Lino Simão)
Onde estes amigos estão?????
Bocato , ou Itacir Bocato Junior é um dos Trombonistas mais respeitados em todo o mundo, Sambernadense, trabalhou ao lado de musicos de qualidade incontestável. Este artista, estuda desde os sete anos e cursou composição e regência na UNESP, estudando também na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Como eu disse Bocato além de tocar ao lado de inúmeros musicos, fez parte de grandes shows com Elis Regina, Arrigo Barnabé, Itamar Assunção, Rita Lee e Roberto Carlos....





                                       

Aluísio Porto faz o documentário com propriedade


Temos Grandes Musicos em São Bernardo do Campo, Ubaldo Versolato, Claudio Baeta, Gó do Trombone, Walter Sky, Jacaré, Levi, Keli Aragão, Flavio Bala, Marcelo Lopes, Uziel ... além de muitos Maestros bons, Até o Maetro Conceição e Irineu, Cicero Dantas e Romilson e o inesquecível Walter Sky que é lembrado a todo momento pelo Bocato, o professor!


Esta história não pode ser perdida, somos a Fabrica de Musicos de Sopro.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TIMBALADA ESTÁ ALÉM DA MÚSICA



                                   

Fã é o mesmo em qualquer lugar quando se refere ao amor naquela pessoa admirada seja artista, esportista, uma professora, alguém que é referência da sua área, etc. Quando se trata de grupos musicais, o trato é muito mais apaixonado.
Na Bahia, existe um grupo musical que desde que estreou sua participação nas festas de largo da capital baiana, desperta paixões. Trata-se da Timbalada, grupo percussivo criado por Carlinhos Brown no início da década de 1990, originário do bairro do Candeal e descendente do antigo grupo percussivo Vai quem Vem.



A Timbalada surge no cenário da música baiana no momento em que a chamada Axé Music cresce em todo o país através de bandas dos chamados blocos de trio, blocos da classe média soteropolitana na qual o gênero musical passou a ser tocado de forma mais pop para melhor aceitação do mercado sobretudo do sul e sudeste do país.



Aquela música percussiva tocada por dezenas de percussionistas (e até centenas, como nos arrastões) traziam elementos que já estavam sendo colocados de lado pelas bandas dos blocos de trios. Toda a percussividade das ruas de Salvador, da bateria dos Apaxes do Tororó, Secos e Molhados, Barrabas, dos sambas juninos, samba-duro, dos afoxés e afro, a musicalidade oriunda das religiões de matriz africana e musica afrocaribenha, todos esses elementos traduzidos nos timbaus (não é timbales ou timbal) da banda. A Timbalada além da música, veio como um movimento de afirmação estética da juventude dos bairros populares. As famosas basqueteiras no pé, bermudas da marca Spinnaker, cabelos trançados, óculos fora dos “padrões”, aquela forma de dançar e estilo despojado que destoava do que estava sendo imposto pela indústria do carnaval e que por isso mesmo trazia uma verdade que é da maioria da população soteropolitana. A Timbalada foi a afirmação dos jovens dos bairros pobres, de maioria negra, no momento em que a classe média chamava essas pessoas “exóticas” (para elas) de “brown”. Não era difícil ouvir na rua frases como “ah velho, você dança como um brown…”, ou um “não vou naquela festa porque só tem brown…”. O velado racismo foi, de alguma forma, neutralizado (e não superado) com o surgimento da Timbalada. Ser brown (marrom) estava na moda e aquele grupo musical, mesmo sem essas pretensões, começava a representar parte significativa da nossa sociedade, hoje, auto-intitulados de nação timbaleira.Por tudo isso (e algo mais), a banda Timbalada é diferenciada. Seus fãs não são fãs meramente da música em si, mas de todo um movimento que perpassa a questão musical. É uma questão de identidade e sobrevivência dessa identidade num mar onde o poder do dinheiro tem cor, classe e modifica nossos símbolos e nossa cultura. A Timbalada reverbera um jeito de ser, uma forma de pensar, um lugar.





Nestas ultimas semanas, foi anunciada a saída do último cantor da geração que fundou o grupo e também foi anunciada a entrada de uma cantora. Denny sairá após o carnaval e Millane Hora, uma alagoana que ficou conhecida através de programa televisivo, assumirá os vocais do grupo.


No primeiro Ensaio (show) feito neste domingo, a cantora foi vaiada pelos fãs do grupo e muito tem se comentado sobre as vaias, alguns a favor e outros contra.


Muitas pessoas falam sobre respeito à cantora que em nada tem a ver com isso, em nada tem culpa do que aconteceu. Mas é importante refletir sobre o fã.





Ja perguntaram o que o fã está sentindo? Já se questionaram sobre o que sente o fã com a perda (ou ameaça) de algo tão representativo para ele? Respeitem esse sentimento. É prática do mercado impor uma marca, um novo cantor ou cantora e achar que porque é fã, “vai ter que gostar”. Temos vários exemplos que não deram certo em qualquer gênero musical e é a vida. Uma cantora ou um cantor, num grupo como a Timbalada não pode ser encarado só como algo no campo da música. A questão não é só a música e erra quando se critica apenas por esse viés. A representatividade neste caso é muito maior. As infelizes vaias foram para a cantora Millane Hora, mas em verdade não foram para ela…

Fernando Monteiro



Este Bloggueiro:Entre amigos de Fernando Monteiro(eu sou um deles), que deram suas contribuições nos comentários, vários elogios, pois na verdade concordam, entre os amantes do Timbalada, os fãs, em dizer que "temos vários exemplos musicais que não deram certo e isso é a vida", como Caetano Veloso foi vaiado e mesmo assim ele estava certo.

Os internautas temem o fim do Timbalada com a saída de Denny, da identidade e mostro em uma postagem do Junior Bastos:

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Vejo pessoas defendendo essa vocalista, mas pergunto: teria necessidade de trazer uma artista que não seja baiana para assumir os vocais? Não se resume a cor, mas há de ver outras coisas que o público (leia-se fãs) não iria entender ou assimilar tal questão.

Imagine se o Chiclete tivesse contratado um vocalista do sudeste ou do sul do país para o lugar de Bell? E se fosse negro? E se fosse mulher? Aqui estou colocando as variantes em todos os pontos que foram discutidos (cor, origem, ou até mesmo gênero).

O que vejo são os fãs querendo que a banda não perca sua identidade assim como aconteceu com o Olodum, Ara Ketu e outras bandas que não conseguiram se sustentar por conta das mudanças consideradas ousadas para atender à mídia e a uma platéia determinada.

Ela pode dar certo? Sim, pode. Até porque Amanda também era branca e teve seu lugar marcado na banda (e era baiana!). Mas tem que ir com calma nas escolhas.


Junior Bastos


Este Bloggueiro: Na música, manter a identidade é importante quando se trata do grupo. Quando é vc por vc, fora do grupo, você pode ser o que quiser.

Não sou Baiano, sou do sudeste, mas sou Músico com muita honra e gostaria de dizer, façam a escolha acertada, pensem, achem, salvem esta manifestação artística de boa música,que em teoria ainda está com a identidade intacta. Lembrem-se, vocês formam mais do que um grupo e ou comunidade, são amigos.



O Face do Fernando Monteiro, exato no link que está esta discussão clique aqui  





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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Dia 26 de Novembro é dia de eventos , comidas e bebidas

Pessoal do Bairro dos Imigrantes, dia 26/11 irá ter uma festança com pula pula, entre outras atrações culturais... é pra mamãe , papai, avós e filhinho, ninguém escapa.
Irá ter shows musicais , dentre eles o Claudinho e Nonô , Kiabo  e Sabugo



Os patrocinadores e apoiadores do evento:

PEPE e FILHOS - Funilaria e Pintura 
11 4358-4133 11 98610-0967
Rua Mato Grosso , 31
Parque Imigrantes

SONIC VIDROS 
FACHADAS- ESQUADRIAS-VITRAIS-BOX
11 4358-3512 11 97228-4447
Rua Jaruá 140
Parque Imigrantes 

SOBRINHOS CAR
Mecânica em Geral
11 2831-4236 11 94750-9912
Estrada Galvão Bueno 
Batistini 

LOJA DOS MÓVEIS USADOS DA CONCEIÇÃO
11 96212-2531

GREEN - TÉCNICAS AMBIENTAIS 
Jardinagem-Paisagismo-Corte em Poda de Arvores-Documentações Ambientais
Luiz Felipe
11 4347 7699 11 98996-5993

AUTO-ARTE- Delfino 
Restauração-Funilaria- Pintura
11 7792-4224 11 98164-8767
Rua Domingos Potomati 102
Batistini

SAMUEL ELIAS- CABELEIREIRO
11 4347-9154 11 96189-0256
Rua Guinnéz Gonzales 60
Royal Park 

PADARIA IMIGRANTES
PÃO QUENTE A TODA HORA
Parque Imigrantes

Churrasco, Bebidas, Sorteios, Roda de Capoeira com o Mestre Pulga 

Compareçam   


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Foi Bom Enquanto Durou

Comigo já aconteceram várias surras na música e a mais comum é o grupo se desfazer.
Se nem a "Banda Metalurgia" que eu tanto prezo e é uma das minhas referências ficou unida, porque a banda em qual eu estava ficaria?
Parece utopia querer ser uma banda que nunca se desfaz, mas por um mal entendido ou outro ela se desfaz, no entanto conheço algumas bandas que ainda tocam juntos como "Pholhas" outro seria "Roupa Nova" , entretanto quando cai o estrelismo de um membro, a banda se esvai e tenta buscar o seu som, faz carreiras solos como a maioria dos grupos de pagode, samba, sertanejo, jazz entre outras.
Estrelismo é uma doença e não se cura, pois sempre vai querer mostrar que "ele" estava certo.
Aconteceu com a Banda Muafo 1,99 e foi uma pena!  
Se o Mamonas Assassinas fossem ainda vivos, sei que eles estariam se divertindo...


Mas para quem curtiu a Banda Muafo 1,99 quer que ela retorne um dia, mandando bem em tributos a Tim Maia, mas isso eu digo, só o tempo dirá!




Quem sabe ela retorne , mas com musicas próprias? 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Hoje Vai Ter Marmelada

Mais uma vez a  Trupe Sintonia do Riso resolve  sair a frente com espetáculos nas escolas, nos teatros, praças...
Fiquem atento para os espetáculos que podem aparecer em sua escola, peçam para a CIA Sintonia do Riso ir até sua escola  liguem para 11 981043629 falar com Vanessa ou peçam à Secretaria de Cultura de SBC para que possamos estar com vocês!

                                 Essas fotos são da Trupe D' Improviso




O próximo espetáculo "Hoje Vai Ter Marmelada" será  dia 16 de março, no Riacho Grande às 13:00h, venham conferir!

FOTO DA CIA SINTONIA DO RISO NO TEATRO ELIS REGINA


Eu adoro todos , dos mais veteranos até os mais jovens, cada um tem o seu tempo e ali cada um coloca sua digital, mostrando que cada um tem seu talento próprio... fugindo um pouco da CIA Alegria Alegria, e da CIA Sintonia do Riso , porque não falar dos Doutores do Riso, por exemplo? e porque não dizer dos Circo 5 Lona? Todos tem seu Talento.

Quem gosou do post, una-se a ele ao post, divulgue a cultura... unindo veja o que acontece:


quarta-feira, 5 de março de 2014

Carnaval em Três Pontas, MG

Ao invés de estar com os sambernadenses, fui conhecer outras culturas que há tempos não vejo pessoalmente e tive até participação neles.
Não tive tempo o bastante para conhecer a todos os músicos desbravadores que estavam resgatando uma cultura perdida em muitas cidades do Brasil, as de tocar marchinhas carnavalescas.
Em alguns tópicos contidos na internet, vejo grupos quererem revolucionar o carnaval, e isso não é discutível, foi por causa da pseudo revolução que estamos perdendo área, espaço, até as ruas em alguns lugares nos são negados... Em Três Pontas, MG , deu para perceber que era constrangedor até que resolveram voltar ao passado e creio que em algumas cidades, com problemas culturais, tem o mesmo problema.
Já pensou se um dia trocarem a escola de samba na Sapucaí por um grupo de Sertanejo... um monte de violeiros? Cada caso é um caso e cada um no seu quadrado, cada um curte o FERIADO como quiser, haja visto que cada um tem seu gosto, então, frequente onde seu gosto está... mas carnaval não é Rock e não é o insulto como o que o Fuck in Rio ou pancadão é.
Toquei em Três Pontas , MG em um bloco de marchinhas e musicas de carnaval que alem de estarem resgatando a Memória do Musical Carnaval, diminuíram as depredações e assaltos, pois de vez em quando os blocos passam pelas ruas e os comerciantes sentiram melhoras. A Cultura faz e move tudo, ensina e educa, disciplina e dá lazer... a Música não ensina a ser marginal...
uma dúzia de músicos(jovens e veteranos) tocando Marchas Carnavalescas nas ruas de Três Pontas
Com 2 palanques e diversas apresentações, a cidade se divertiu

A Música é a única que transforma, que em uma linguágem universal, o passado é tocado no presente, pelo menos 1 vez por ano...
Em São Bernardo do Campo, eu senti vários blocos, que em nome seria o certo cortejo da camisinha, do meio ambiente, da prevenção contra o DST, da saúde, todas atravez de ongs... mas e a bandinha para tocar as marchas?
Um dos cordões... e te falo que a cidade inteira estava nas ruas


O Prefeito estava nos 4 dias observando... ele esteve presente, um prefeito e uma secretria da cultura presente... aqui tiro uma foto próximo a ele, pois para chegar nele era difícil(cheio de guardas e políciais).
Quando digo que a cidade inteira estava nas ruas, não disse que haveria outras opções, como as que menciono a seguir:
Um outro palanque, à uns 5 quarteirões tocava samba, axé, MPB, Samba Rock, alguns choros famosos e vc podia pedir a música que eles tocavam

Podia cair chuva mas o pessoal não saía de lá....  e observação, DJ só para operar a mesa e na troca de um conjunto por outro(haviam vários) os operadores de mesa tocavam músicas para montagem e desmontagem do som! coisa de meia hora com musicas carnavalescas...
Posso dizer também que dos vários músicos que foram para lá, moram em São Paulo, houve alguns do ABC.

O prefeito deu tolerância zero pra  violência os bons costumes, brigas, bebidas em exagero não serão toleradas, caso alguém fosse preso, soltaria só quarta feira de cinzas

Fora este palanque, que exibia várias musicas  durante o decorrer, lá proximo ao prefeito existia outra que tocava com equipamento melhor terminavam o show na cidade
Aqui o Grupo Zonkobaba(creio que é isso) se preparava para tocar! com musicos de Sampa!

Feliz por ter conhecido outra região e creio que  muitos gostaram, pois saíram daqui São Bernardo do Campo para curtir o Carnaval em Três Pontas

Agora em 2017, gostaria de incentivar essa cultura, mas sem apoio ficará muito difícil! 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

GRUPO INSTRUMENTAL APRESENTARÁ EM SHOW SUCESSOS DE 25 ANOS DE CARREIRA E MÚSICAS INÉDITAS -04/11/2013


Sesc Consolação vai dar show que eu sei, muitos dos musicos sambernadenses, vão tirar o atraso... o Cama de Gato estará em Novembro  no SESC.
Eu sendo Sambernadense, irei no dia 4 de novembro, esse show eu não perco. Será às 19:00h, não falte!
Dos muitos musicos que passam pelo meu blog, Walter Sky, Julio Bellodi, Claudio Baeta, Batata, Digão, Flavio Bala,  Bocato(Itacyr e Gerson)  Versolato(Julio e Ubaldo) Negri, Samuka, Leandro  de Abreu etc... eu tô avisando esses meus  amigos , para avisarem os amigos deles que o CAMA de GATO estará em Sampa dia 4 de novembro!


No repertório do show, destaque para “Gonzagueando”, “Havana”, “Seu Arthur”, “Asunción”, “Ponta Negra” e as inéditas ”Zum Zum Luã”, “Cumbayá” e “Porque Também Não Fui”, além de “Melancia”, entre outras composições.

O grupo Cama de Gato é formado pelos músicos Jota Moraes (teclados), Mauro Senise (sax e flauta), Pascoal Meirelles, (bateria), André Neiva (baixo) e Mingo Araújo (percussão).

O Cama de Gato tem mais de 25 anos de carreira ininterrupta, traz na bagagem seis CDs lançados, e já vendeu mais de 70 mil discos. Uma das marcas registradas do grupo é trabalhar com composições dos próprios músicos. O grupo já fez diversas turnês pelo Brasil e pelo exterior.

Já pensou uma aula do CAMA DE GATO? Irado!!!

É isso mesmo, aula... em agosto ultimo eles estiveram com o mesmo show no Rio de Janeiro, e fizeram uma oficina, o grupo ministrarou abordando como temas, os ritmos brasileiros, a prática de conjunto e as técnicas de improvisação onde o publico alvo eram musicos e isntrumentistas e amantes da boa musica.

Anteriormente disse que seria no Sesc Pompéia, porém há uma correção passada neste isntante, pois será no SESC CONSOLAÇÃO


SESC CONSOLAÇÃO, nos aguardem, São Bernardo do Campo estrá em peso

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Caravana do Markinhos Moura, acompanhem !




Markinhos Moura, começou sua carreira artística em Fortaleza, ainda jovem, como ator, protagonizando grandes musicais como Os Saltimbancos e O Reino da Luminária. No Rio de Janeiro, no início dos anos 80, participou do primeiro Festival LUBRAX de Música Popular Brasileira, do qual saiu com o troféu de melhor intérprete, emocionando o público com a canção “Pra dizer adeus” de Edu Lobo. Na ocasião ganhou videoclipe no “Fantástico” (TV Globo) no qual sua voz era comparada com a da sua grande musa ELIS REGINA, ganhou contrato com a gravadora Copacabana, onde gravou seis discos e explodiu com a canção “Meu mel”, em 1987. Markinhos era figura permanente em todos o grandes e importantes programas da epoca,sempre fazendo grande sucesso com seu carisma e talento.

Em seguida assinou contrato com a gravadora polygran (hoje universal), onde gravou tres discos, e estorou novamente com as musicas," Anjo Azul" e" Estrela do céu". logo no inicio dos anos 90, lançou o album "Sem Pudor" um divisor de aguas na sua carreira,e um disco muito polemico, porque markinhos protagonizava um nú artistico na capa do polemico album. Também nos anos 90 realizou seu primeiro trabalho internacional, se apresentando durante três meses no famoso “AD JUDGEMENT”, Em Hong Kong. Após grande sucesso na China, foi contratado para se apresentar em Tókio, no “Bakana Ginza”, onde fez uma temporada de um ano.

Depois de morar dois anos e meio em miami,onde tb trabalhava, markinhos voltou ao Brasil a bordo do transatlantico REMDBRANT, onde era a pricipal atraçao

No final da década, de volta ao Brasil, retomou a carreira, gravou alguns discos e participou de musicais como “Bregópera” e “Aldeia dos Ventos", de Osvaldo Montenegro, tb excursionou com a peça de Zibia gasparetto "O Amor Venceu",onde demonstrava seu talento em três papeis distintos.
Num país de grandes cantoras,Markinhos se destaca por sua voz, afinada e androgina, que continua ate hj sendo aclamada e aplaudida ate hj.


Atualmente Markinhos acaba de concluir a gravaçao daquele que ele considera seu melhor e mais maduro trabalho que foi lançado em dezembro no teatro da famosa galeria Olido , o cd "MULHERES E CANÇOES", onde canta ao lado de dez convidadas, dentre elas ZEZE MOTTA, JANE DUBOC, AMELINHA, MARIA ALCINA,CIDA MOREYRA, VÂNIA BASTOS, FABIANA COZZA E OUTRAS. sem duvida,seu melhor trabalho onde fica comprovado seu talento e maturidade artistica, comfirmando sua fama de ser uma das mais belas vozes do Brasil.

https://www.facebook.com/events/705182702843166/

quarta-feira, 8 de maio de 2013

HISTÓRICO DA BANDA MIRIM BAETA NEVES (Livro)


Escrito por Hamilton Mendes


I)                    BAIRRO BAETA NEVES NOS ANOS 60

Estávamos rumando para o final dos anos 50. São Bernardo do Campo já tinha dado seus primeiros passos na era automobilista com algumas das grandes montadoras já instaladas em nossa cidade.
O perfil econômico da cidade melhorava dia a dia. Migrantes de várias partes do Brasil eram atraídos para cá, forçando com que novos bairros surgissem próximos aos locais de trabalho. Nasciam os bairros da  Paulicéia, Taboão, Demarchi e Planalto.
Rudge Ramos também crescia, e o centro da cidade, na época conhecida apenas como ´vila´, já não tinha espaço, conseqüentemente obrigando que uma grande gleba de terra fosse loteada nas proximidades.
Assim a fazenda da família ´Baeta Neves´ foi completamente loteada dando origem ao nosso querido bairro ´Baeta Neves´. A primeira fase do loteamento tinha inicio na Av. Pereira Barreto, junto ao atual Shopping Metrópole indo até a divisa de Santo André, terminando nas atuais ruas Campos de Jordão, Liberdade e Getulio Vargas.
Era pequenina nossa Vila Baeta Neves. No inicio sem qualquer infra estrutura. As ruas eram de terra, não tínhamos rede de água, esgoto e energia elétrica. Levou alguns anos para isto acontecer, todavia começamos os anos 60 com muitas melhorias no bairro. Recebemos água, esgoto e luz. As ruas foram iluminadas e calçadas com os tradicionais paralelepípedos.
Entramos nos anos 60 com muito otimismo e rumo a uma década de muito crescimento. Nossa capital, Brasília acabara de ser inaugurada, e com um ano de mandato estendido, nosso presidente era o dinâmico Juscelino Kubitschek de Oliveira e o prefeito da cidade o objetivo e carismático  Sr. Lauro Gomes de Almeida.
Agora o bairro já havia se ampliado. A Giacinto Tognato estendia-se até as proximidades das ruas Pirajuí, Cambuci, Lucélia e ia contornando o ´Cruzeiro´ até se unir com a Belarmino F. Vasconcelos. O ´Cruzeiro´, recém fixado pela comunidade católica, originalmente em madeira bruta, era o ponto de referencia do término do bairro. A partir dali era só mato.
É importante citar que muito antes de existir nosso bairro, próximo à atual Rua Adamantina existiu o primeiro parque municipal da cidade. Era conhecido como ´Agua Mineral´ em razão da famosa fonte de água lá existente. Restou apenas o outrora belo painel da fonte, o qual ainda pode ser visto no que sobrou do local.

II)                   O INICIO DA BANDA

O sistema de ensino dos anos 60 era rígido e disciplinar. Só eram promovidos automaticamente, ´só passavam de ano´, os alunos que obtinham a nota 7 e desde que tivessem uma freqüência de 75% nas aulas.
Tínhamos poucas escolas na cidade, suficientes entretanto para atender a demanda de alunos dos bairros e todas com excelente nível de qualidade. Assim era o nosso único e querido ´Grupo Escolar Dr. Baeta Neves´ localizado na esquina da Rua Giacinto Tognato com a Rua Campinas. Hoje ele é conhecido como ´Segundinho´, todavia o prédio da época foi demolido há tempo. Aqui vale a pena destacar que junto com a construção do prédio existente na esquina com a Rua Campos de Jordão, fora construído um belo anfiteatro com capacidade para aproximadamente 300 pessoas. Infelizmente este importante espaço cultural foi totalmente depredado no final dos anos 70.
Falando então da nossa Banda Mirim Baeta Neves, foi justamente naquele anfiteatro que aqueles garotinhos começaram a ter seus primeiros contatos com a música.
No bairro já existia a Banda São José, formada por adultos e tendo a frente o talentoso maestro Sr. João Silvério da Silva, o nosso João Gomes. Com certeza, tratou-se do melhor músico e compositor da cidade. A sede da banda era na atual Rua Dr. Baeta Neves nos fundos da casa do próprio João Gomes, e entre os músicos se destacava o jovem clarinetista Irineu Negri Garcia.
Foi do também talentoso Irineu Negri a idéia de criar a primeira banda mirim do Brasil, talvez do mundo. Na verdade, no grupo escolar havia o tradicional coral  e ao perder a sua regente, a então diretora Antonia Ortega de Abreu procurou o Sr. Irineu na intenção de colocá-lo a frente do coral, todavia seu projeto era mais ambicioso; criar uma banda mirim. 
Sabemos que foi muito difícil convencer a Diretora ´Dona Antoninha`, e principalmente as autoridades que meninos com idade de apenas 9 anos seriam capazes de dominar os conceitos musicais e daí ter condições de tocar instrumentos.
Levou aproximadamente um ano para o maestro Irineu convencer o Prefeito Lauro Gomes a autorizar o inicio daquele projeto e principalmente providenciar a compra dos instrumentos. Assim no inicio de 1963 a primeira turma de garotos foi selecionada. 

III)                 O ESTÁGIO INICIAL

Esta primeira turma teve selecionados por volta de 40 garotos com idade média entre 9 e no máximo 12 anos. Tínhamos um pimpolho, o Clóvis Censon com 8 anos.
Durante aproximadamente um ano foram exaustivas as aulas de teoria musical e solfejo. Era preciso saber como interpretar uma partitura musical. Entender as notas musicais, escala, o tom e a própria melodia da música.
A base era o método ´Bona´, e o objetivo do Irineu era avançarmos um exercício por semana. Estudávamos em casa e todo dia entre 12:00 e 14:00 hs repassávamos o exercício com o Sr. Irineu lá na única sala de aula disponível do grupo.
Estávamos compromissados com aquela missão. ´Ai de quem não levasse aquilo à sério! !´
Inacreditável! Meninos de 9 anos, num bairro de periferia, todos humildes tendo uma formação musical. Eram de fato privilegiados.
Passados 2 meses e com uma teoria musical suficiente, o grupo agora reduzido à aproximadamente 30 meninos, recebeu da Prefeitura Municipal a primeira leva de instrumentos musicais. Exatamente 24 instrumentos, ou seja, não havia instrumentos suficientes para todo o grupo, era necessário o compartilhamento entre os integrantes.
Foi uma festa o primeiro contato com os instrumentos. Naquela oportunidade, orientados é claro pelo Irineu, cada um já havia escolhido o seu. O instrumento que ele tocaria nos próximos anos e quem sabe pelo resto das suas vidas.
Era impossível um menino daquela idade empunhar uma ´tuba´ de tamanho convencional. Aqui um dos fatos curiosos. Foi preciso fabricar duas ´tubas´ (uma em SI bemol outra em MI bemol) em tamanho reduzido e que pudessem ser empunhadas pelos dois baixistas mirins, Odair e Gomes.
Os demais instrumentos, clarinetes, trompas, pistões, trombones, bombardinos eram convencionais.
Enfim, começavam os exercícios agora cada qual com seu instrumento.
Foram outros quase 8 meses com exercícios apropriados para cada família de instrumentos. Era necessário interpretar musicalmente o exercício e executá-lo devidamente no instrumento. Começamos com parte das notas da escala até dominá-la por completo. E assim foi, exercício por exercício, passando pela ´escala cromática´ até recebermos a primeira música. Foram muitos desafinos como era de se esperar, todavia lá estava a primeira música. Um dobrado, denominado ´Dobrado número 3´.
Quantas vezes vimos o nosso querido Irineu quebrar sua pequena batuta ao perceber que alguém do grupo desafinava ou porque a harmonia não era a esperada ! !
Não se podia fazer uma apresentação em público com apenas aquele dobrado. Era preciso pelo menos mais duas músicas. Vieram então o chorinho ´Dorinha meu Amor´ e uma marcha feita pelo Sr. João Gomes especialmente para a campanha política de 1956 para o então candidato a prefeito o Sr. Prefeito Lauro Gomes, ´Ai já vem o Lauro´. Foi uma forma de agradecer o já eleito prefeito pelo apoio à criação da banda.
Assim, passado quase 1 ano desde a seleção dos garotos, pode então a Banda Mirim Baeta Neves fazer sua primeira apresentação em público.  Esta estréia aconteceu em 05 de outubro de 1963 defronte da pequena Capela do Recanto Santo Olímpia na Estrada do Alvarenga (hoje Nestlé).
Meninos tocando instrumentos musicais era fato inédito na época e  muitos presentes naquele dia não acreditavam o  que estavam vendo e escutando. O Ilmo. Sr. Prefeito Lauro Gomes, foi um deles, a ponto de se aproximar de cada integrante, colocar o ouvido bem próximo  e confirmar se de fato o som saia do instrumento. A partir daquele dia o ´Prefeito das Crianças´ se tornou um aficionado pela banda, e ela a grande sensação da cidade.



IV)               A PRIMEIRA FORMAÇÃO

Conforme pode ser visto na foto tirada nos antigos estúdios da TV Record durante o programa Gincana Kibon, a primeira formação da banda tinha 24 meninos. Este número era limitado à quantidade de instrumentos recebidos, e tinha como clarinetistas, Osmar Boin, Benedito Betarello, Joarez, Theodoro Versolato e Tarcisio Gerbeli; Daniel no bombardino, Valdir, Toninho e Hamilton nos trombones, Ronaldo Marchioni e José Castilho Lopes nos pistões, Caetano, Lauro Gilmar Teixeira e Furlan nas trompas, Odair e Gomes nas tubas. Na bateria vinham, o Luis Carlos, Davi, Adriano, Alcir Mendes, Martins Castilho Lopes, José Roberto, Noel e o Clovis Censon.
Passados alguns meses, com o recebimento de novos instrumento, além da promoção de José Roberto para o clarinete, Noel para trompa, Martins Castilho Lopes para o pistão, o grupo teve a inclusão de Walter ´Ski´ na percussão e Nilton Fenelon no pistão. Esta formação pode ser vista na foto tirada nas escadas do antigo Grupo Escolar.

V)                 OS EVENTOS

Bastou a apresentação de estréia para o nome daquela banda se tornar sucesso e motivo de orgulho para o bairro e para a própria cidade. Todo o trabalho e esforço do maestro Irineu Negri Garcia agora era coroado e recompensado com inúmeros convites para apresentações em praticamente todos os eventos realizados em São Bernardo e nas cidades vizinhas do ABC.
Sabiamente o maestro limitou em duas, no máximo três apresentações  nos finais de semana. Assim, praticamente nos 30 anos que se sucederam a Banda Mirim Baeta Neves fez apresentações todo sábado e domingo.
Qual dos integrantes daquela primeira turma não traz boas lembranças das grandes festas juninas aqui do ABC. As festas de colação de grau nos grupos escolares e os desfiles  na velha Marechal Deodoro. Tínhamos tratamento especial por onde passávamos.
Sem duvida éramos meninos privilegiados com a graça divina em ter sido escolhido para aquele grupo.

VI)               OS ENSAIOS E O PROCESSO DE RENOVAÇÃO

Era necessário aumentar o repertório musical, de três musicas iniciais  pulamos para quase uma dezena em muito pouco tempo. Tínhamos um repertório suficiente para apresentações de uma até duas horas.
Alguns integrantes começavam a se despontar como verdadeiros músicos tal era a facilidade que eles tocavam seu instrumento e a facilidade que tinham para dominar as novas músicas. Enquanto a maioria ia trilhando passo a passo a partitura, estes saiam tocando apenas pelo simples ouvir da melodia. No jargão dos músicos, se diz que uns tocam ´pela letra´ outros ´pelo ouvido´. Assim era notória a habilidade do garoto José Castilho Lopes, ou simplesmente o Castilho com seu trompete.
Os ensaios já eram realizados no recém inaugurado anfiteatro do grupo  na Rua Campos de Jordão, e muitos meninos do bairro apareciam desejando ingressar na banda. O Sr. Irineu mantinha alem dos 24 titulares mais um grupo em preparação de aproximadamente 30 garotos os quais foram se juntando paulatinamente ao grupo titular.
Logicamente ao longo do tempo aqueles meninos foram crescendo e deixaram lugar para novos integrantes. Na época era comum os garotos começarem trabalhar ao completar 14 anos. Ao contrário de hoje, as industrias aqui instaladas praticamente garantiam empregos à garotada nesta faixa de idade.  
Assim aconteceram os ensaios e o processo de renovação das turmas.

VII)              OS PROGRAMA DE TV

Se atualmente temos uma grande quantidade de canais de TV, nos anos 60 tínhamos apenas quatro canais de TV aqui em São Paulo, a líder TV Record, Tupy (hoje SBT), Excelsior (hoje Rede Mulher) e a recém inaugurada TV Paulista (hoje GLOBO).
A programação começava por volta das 17:00hs e terminava no máximo as 23:00hs e raros eram os proprietários de televisores no bairro.
Cada época com seus programas de sucesso. Se atualmente temos lideres de audiência como a ´XUXA´, ´FAUSTÃO´, ´GUGU´, etc., na época eram imperdíveis nas tardes de domingo o ´CIRCO DO ARELIA´ e a ´GINCANA KIBON´ na TV Record. Surgia também na época, o programa do ´MOACIR FRANCO´ na TV Excelsior e aos domingos o programa do já conhecido ´SILVIO SANTOS´ na TV Paulista.
Por todos estes programas nossa famosa Banda Mirim Baeta Neves fez várias apresentações as quais certamente ficaram na lembrança de cada integrante. Era sonho da garotada poder participar ao vivo da Gincana Kibon. Ser mostrado na TV, ao vivo e entrevistado pelo Silvio Santos ou Moacir Franco então era algo indescritível.
Ficaram marcados os momentos que passamos nos bastidores destes programas tendo a chance de conhecer vários artistas da época. Era fascinante também poder visualizar toda a pista do aeroporto de Congonhas daquele luxuoso bar existente no topo do edifício da TV Record.
Vale também destacar a participação da banda em vários programas de rádio. Em São Bernardo tínhamos a Radio Independência (em frente da atual Igreja Santa Filomena) e em Santo André a Radio ABC. Nas manhãs de domingo, tínhamos na Rádio Independência um programa exclusivo das bandas aqui do ABC. O mais famoso entretanto, era o  concurso entre as bandas do Brasil realizado na Radio Record – ´Banda de todas as Bandas´. Em Fevereiro de 1968 a Banda Mirim Baeta Neves foi a grande vencedora do concurso.


VIII)     GRANDES MUSICOS QUE SURGIRAM NA BANDA

Alem do jovem Castilho, com domínio absoluto de seu trompete, é importante mencionar outros nomes que tiveram a iniciação musical  na Banda Mirim Baeta Neves e que se tornaram profissionais de destaques no cenário nacional.

Antes disto, é imprescindível dizer que se torna muito questionável o fato de se citar apenas alguns nomes. Ao fazer isto, certamente se estará fazendo injustiça a muitos outros nomes que da mesma forma empunharam garbosamente seus instrumentos, engrandecendo e  honrando o nome da Banda Mirim Baeta Neves.  Assim, deve-se considerar os nomes abaixo apenas como meras referencias do resultado de um trabalho que esteve a frente do seu tempo e que proporcionou um magnífico  embasamento àqueles meninos que tiveram a chance de ali estar.

Walter Squi, mais conhecido como ´Squi´, participou da banda entre 1963 e 1968 se tornando alem de professor de música um expertise em vários instrumentos, tocando sem qualquer dificuldade um trompete, teclado,  clarinete, saxofone e também sendo um dos mais requisitados para shows e eventos, participando atualmente da Banda Marinelli.

Luis Tarciso Geaniaki, ou simplesmente ´Jacaré´, participou da banda entre 1964 e 1970 como clarinetista, sendo hoje um dos saxofonistas mais requisitados para shows e eventos, destacando-se ai sua participação atual na orquestra musical do programa do Faustão.

Maurício Boin, atuou na banda entre 1965 e 1976. Seu objetivo era o trompete, todavia querendo participar dos eventos da banda aceitou tocar pratos no inicio. Logo entretanto assumiu o posto de trompetista no qual está até hoje. Atuou profissionalmente em grupos de pagode,  em bandas como a Linha de Frente, Reveillon e Fênix. Morou e tocou na Europa, onde teve a chance de participar da banda do ´Oba Oba´ do saudoso  Sargenteli. Atualmente está na Fênix.
Bocato, tocando baixinho

Itacyr Bocato Jr,  ´Bocato´, um dos melhores trombonista brasileiro do momento, participou da banda entre 1969 e 1974. Morou e trabalhou na Suíça e Alemanha nos anos 90, sendo um dos mais requisitados para shows ao redor do Brasil especialmente acompanhando famosos artistas que aqui chegam. Atualmente também integra a  orquestra do programa do Faustão.

Gerson Galante, saxofonista, participou da banda entre 1972 e 1977. Atuou na Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo e atualmente é integrante da Soundscape Big Band Jazz de São Bernardo, da Banda Jazz Sinfônica de Diadema alem de atuar em quintetos para apresentações em eventos especiais.

Dorival Galante Jr, conhecido ´JR Galante´ hoje trompetista profissional, tocou na banda entre 1974 e 1978. Continuando seus estudos na Fundação de Artes, sob influência de seus professores e acompanhando varias apresentações em teatros acabou obtendo uma nova visão da música, daí seguindo para o gênero erudito. Participou da Banda 150 Night Club do Macksoud Plaza Hotel acompanhando vários artistas internacionais, com destaque à Tom Jobim. Morou na Europa no final dos anos 80. Fez algumas turnês pela Ásia, Canadá e Estados Unidos e há 17 anos é integrante da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.


Mauro Trompete e Marcelo Trombone....1974 até 1980...tocou com Paulo Ricardo e depois na banda Saint Paul,.....Reveillon varioa nos – viagem aos EUA ...musicas sertanejas....evangélicas .....dupla sertaneja.... estão acompanhando turnê com Gian e Giovani para Inglaterra e Portugal....precisa ser complementado.
Como sempre Ubaldo Versolato é sempre foi simpatia

Ubaldo Versolato, nasceu em 1958, na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Entre 1968 e 1976, foi integrante da banda, onde aprendeu as primeiras notas musicais no Saxofone Alto, despertando a sua vocação pela música, ainda menino, período em que concluiu os cursos de teoria musical e sax alto, no Conservatório Musical Padre José Maurício.
Mais tarde, também integrou a Banda Musical LIRA MUSICAL DIADEMA e a BANDA SINFÔNICA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO.
A partir daí, sua profissionalização aconteceu naturalmente, percorrendo os caminhos da maioria dos músicos brasileiros. Ubaldo Versolato pôs o pé na estrada junto a diversos conjuntos de baile pelo país afora; tocou nas tradicionais Big Bands de casas noturnas de São Paulo, como no GALLERY, ÓPERA CABARET, 150 NIGHT CLUB do Macksoud Plaza Hotel, PALLADIUM casa de Espetáculos dirigida por Abelardo Figueiredo e o PENNSYLVANIA, ligado ao Citibank.
Seus estudos musicais aprofundaram-se na “Escola Municipal de Música de São Paulo”, onde iniciou o estudo do clarinete, com o professor Rafael Gallardo,  além de Teoria Musical e Harmonia. Logo depois, ingressou na “Fundação das Artes de São Caetano do Sul”, onde estudou Saxofone com Hector Costita, Harmonia Funcional, Percepção, Piano Prático, Prática de Big-Band com Nelson Ayres, Roberto Sion e Amilson Godoy. Cursou composição e regência na Unesp – Universidade Estadual Paulista e na Faculdade Mozarteum de São Paulo, onde bacharelou-se em saxofone. Com Grace Henderson e Antônio Carrasqueira estudou flauta transversal.
Como professor dos instrumentos saxofone, clarinete e flauta ministrou aulas no Conservatório Brooklin Paulista, Conservatório Musical Morumbi, na Faculdade Mozarteum, Escola de Música Novo Tempo, Escola de Música Sorinara, além de aulas particulares.
Ubaldo Versolato participou de diversos shows de artistas de renome nacional e internacional, como Tom Jobim, Milton Nascimento, César Camargo Mariano, Roberto Carlos, Edu Lobo, Nana Caymmi, Francis Hyme, Paulinho da Viola, Leila Pinheiro, Hermeto Paschoal, Egberto Gismonti, Arrigo Barnabé, Sivuca, Os Cariocas, Simone, Ângela Maria, Cauby Peixoto, Ney Matogrosso, Elza Soares, Guinga, Gal Costa, Daniela Mercury, Sandy e Jr., Lenine, Pedro Camargo Mariano, Simoninha, Max de Castro, Fernanda Porto, João Bosco, além de artistas estrangeiros como Ray Conniff, Les Elgart, Nico Fidenco, Turtle Island String Quartet e outros.
Também atua no mercado musical com gravações de discos instrumentais e de artistas brasileiros, jingles publicitários, trilhas para cinema e programas de rádio e TV, além de peças teatrais musicais.
É músico integrante da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo desde a sua fundação, em 1990 e participou do quinteto de saxofones "Sax Brasilis", grupo no qual realizou apresentações em festivais jazzísticos no Brasil e América Latina; toca sax alto da Banda Savana, orquestra de música instrumental brasileira, que já tem 2 CDs gravados na Dinamarca.
Na Banda Mantiqueira, Ubaldo Versolato toca sax barítono, flauta e píccolo.  A Mantiqueira foi indicada ao prêmio Grammy em 1998, com seu primeiro CD – Aldeia –, quando foi para Portugal cumprir uma agenda de shows na cidade do Porto e em Lisboa. Com este grupo instrumental fez tournée, em 2002, nos EUA, junto à OSESP- Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, dirigida pelo maestro John Neschling, destacando-se no XX Festival de Jazz de San Francisco e ainda participou do Festival de Música em Bremen, Alemanha. Neste ano de 2006, foi contemplada com o prêmio TIM de melhor grupo instrumental brasileiro.
Ubaldo Versolato fez várias apresentações na Europa, EUA e América Latina. Foi convidado para participar de concertos junto à Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo; Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e Orquestra Sinfônica do Paraná.
Tem como característica sua versatilidade em tocar Saxofones Barítono, Alto e Tenor, Clarinete além de Flauta transversal e  Pícollo (Flautim) .

Julio Cesar Versolato, trompetista profissional tocou na banda entre 1970 e 1975. Arranjador, regente, produtor musical e diretor artístico dedica todo seu tempo à arte musical. Com sua banda a ´SP450´ tem animado os mais sofisticados eventos do Brasil e tornado memoráveis os casamentos abrilhantados pela sua orquestra, a ´Orquestra Versolato´.
        
Cláudio Faria, ou simplesmente Faria, trompetista,Compositor, Arranjador começou com nove anos, na banda. Daí pra frente colecionou parcerias e participações em projetos importantes.
Logo de cara, sua estréia como profissional, em 1980, com 22 anos aconteceu no Show “Saudades do Brasil”,de ELIS REGINA.
Este show ficou em cartaz  no Canecão do  Rio de Janeiro e no Tuca em SP, cerca de 9 meses, foi registrado em Disco (álbum duplo em vinil na época) com direção musical de CESAR CAMARGO MARIANO, e no mesmo ano gravou o especial da Série Grandes Nomes TV GLOBO: ELIS REGINA CARVALHO COSTA, com direção artística de DANIEL FILHO; este programa que continha boa parte do repertório do show foi recentemente lançado em DVD pela gravadora TRAMA, sob licença da Globo Marcas e Som Livre.
No mesmo ano passou a integrar a banda Sabor de Veneno, de Arrigo Barnabé.
Em 1981, acompanhou Roberto Carlos em seu tour pelo Brasil e América Latina e se envolveu em dois projetos fundamentais:                   a BANDA METALURGIA, (em parceria com Bocato e Jacaré) que inovou o jazz brasileiro, e a antológica SOSSEGA LEÃO, de ritmos caribenhos. estes trabalhos históricos foram registrados em disco, com apresentações no programa Balance,e Perdidos na Noite, respectivamente.
Seus estudos nunca pararam.  Formou-se professor de trompete no CONSERVATÓRIO JOSÉ MAURICIO, nessa época recebeu o Premio Governo do Estado ‘MEDALHA DE OURO’ como melhor aluno de música, e cursou Harmonia e Arranjo com CLAUDIO LEAL FERREIRA.
Mesmo cursando a FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO USP, não parou mais de tocar, seguindo ativa participação em shows e gravações de Artistas nacionais e estrangeiros (Itamar Assumpção, Bocato, Na Ozetti, Péricles Cavalcanti, Jessé, Art Popular, The Platers, Eros Ramazotti e mais recentemente, Marcelo D2, Fernanda Porto, Seu Jorge , Zeca Baleiro .para citar alguns).
Conhece  LUIZ SCHIAVON a muitos anos e foi convidado para participar do cd e dvd com o RPM.
Devido a sua grande experiência e pela ampla formação artística integrou elencos de teatro (Emoções Baratas, Santa Joana, ambos dirigidos por JOSÉ POSSI NETO, Provocações CLARISSE ABUJANRA, cria peças publicitárias, participa de trilhas de Longa Metragens: Menino Maluquinho, Janete, Cidade Oculta, O Estrangeiro, compõe e dirige musicalmente  espetáculos de Dança e Teatro.
Atualmente é Integrante da Banda HAVANA BRASIL , que a seis anos está em Cartaz no Bourbom Street de SP, com dois CD gravados, o último em fase de lançamento ( tendo inclusive exercitado seu lado de artista plástico com a ilustração da capa).
Participa como Interprete Criador da CIA NOVA DANÇA QUATRO, uma das mais aclamadas  cias. de dança contemporânea do Brasil, com prêmios de pesquisa de linguagem pela APCA, com quem recentemente esteve em BERLIM, com apresentações no Festival INTRANSIT, evento Brasil-Alemanha: COPA DA CULTURA.
E claro, a BANDA DOMINGÃO do Faustão que dispensa comentários.




IX)        O FIM DA BANDA

Decorridos 30 anos da estréia da banda, ou seja já nos anos 90,  São Bernardo do Campo se apresentava com características totalmente diferentes daquela ainda pequena, tranqüila  e segura cidade dos anos 60. Agora São Bernardo despontava como uma das maiores cidades do Brasil e conseqüentemente com inúmeros  problemas na sua infra estrutura decorrente principalmente do crescimento demográfico descontrolado.
Por outro lado, a cidade contava com inúmeros grupos  musicais dos mais diversos gêneros e gostos.
Típico da natureza humana, os valores vão sendo modificados ao longo do tempo e aquela banda que fora orgulho da cidade passou a ser relegada a um plano secundário pelos órgãos municipais.  
Se no inicio lhe fora liberado um dos mais belos anfiteatro da cidade para os ensaios, agora nem mesmo uma modesta sala de aula lhe era cedida.
Assim, praticamente sem qualquer apoio, infelizmente o espírito cultural daquela banda teve que se curvar a sombra de interesses, objetivos e prioridades  questionáveis e, em 1993 a nossa famosa e querida Banda Mirim Baeta Neves teve que encerrar suas atividades, ceifando a oportunidade de muitos meninos ter uma importante formação proporcionada pela música, bem como de dar à cidade, ao Brasil e ao mundo muitos outros músicos do quilate daqueles citados anteriormente. 
Todavia, é sabido que o tempo se incumbe de corrigir a história dos fatos e recompensar aqueles que de fato o merecem, especialmente quando se trata de um trabalho feito à frente de seu tempo, como se disse anteriormente, com muito esforço, dedicação, com compromisso voltado exclusivamente para a formação de jovens cidadãos São Bernardenses  como àqueles tantos que passaram pela nossa inesquecível Banda Mirim Baeta Neves.
Daí quem sabe em breve, o ilustre recém homenageado  pela Câmara Municipal da cidade e pela Ordem dos Músicos de São Paulo, como ´Destaque como Regente´, o nosso Maestro Irineu Negri Garcia, seja conduzido a realizar outro de seus ambiciosos projetos, a Escola de Música de Baeta Neves.







Escrito por Hamilton Mendes que fez parte como músico, desse maravilhoso  projeto  ( banda mirim de Vila Baeta Neves).

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