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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Teatro Elis Regina Fecha para "reparos"

O Teatro Elis Regina pede reformas há muitos anos, todo Sambernardense sabe e, mais agora que o pessoal do CAJUV, do CLAC principalmente e, dos grupos musicais e das ongs como Solano Trindade tem a convicção de que o problema de hoje é de muitos anos.

Em 2013 faz a PRIMEIRA CONFERENCIA DE CULTURA onde são colocados delegados e um dos pedidos era a revitalização do Teatro Elis Regina e verbas são pedidas ao Governo do Estado, ao Governo Federal que não vem, e os pedidos de uso do espaço foi criando demandas e o Teatro teve que funcionar em precárias condições.
Diz o novo prefeito, que AGORA ele foi ver as condições e resolveu interditar. Estamos sem o Teatro mais movimentado da cidade, assim disse ele que são mais de 19mil espectadores que passaram naquele Tetro o ano passado, e só não foi mais porque a Secretaria da Cultura e o ECAD estavam se bicando.
Mas o Exmo Prefeito Orlando Morando só notou esses problemas em 2017, isso porque ele era deputado estadual eleito por SBC.
Não nego que havia todos aqueles problemas, na saída de emergência, nos extintores, e o pior, a goteira que agora nas épocas chuvas irá chover mais lá dentro do que lá fora, com toda a certeza.
Pergunto ao Prefeito que irá melhorar a cidade:_ Você já foi em um Teatro de SBC?
Ainda não sabemos o que será do Elefante Branco do Museu do Trabalhador, mas o que se espera é que seja da Cultura totalmente, mas que não sejam desfeitos o CLAC o CLM que tem uma acústica para se dar aulas em diferentes salas.
Sabendo-se que o CAJUV sairá devido ao SESC pela reintegração de posse, o Museu do Trabalhador será o CAJUV... (alguns quem mudar o nome para Fabrica da Cultura) mas o CLM em especial precisa de salas acusticamente tratadas para vários tipos de instrumentais... desde um reco reco(macumba) e Orquestral, até o Rock Punk.
É claro que o Prefeito eleito conta com seus aliados, tornando-se mais facil a execução, mas porque ele não fez isso quando deputado estadual?

A música é a principal arte em todo o mundo. Desde tribos indígenas, até em grandes cidades, a música é em especial uma forte presença artística na cultura


Como vocês podem ver no histórico deste blogguer, sempre esteve com os artistas, que um dia foram chamados de artes apenas, depois se dividiu em 11 artes, agora não sei mais o que chamar, Linguagens Artísticas culturais ? Serão as 11 tendo entre as mais cotadas Música, Artes Cênicas, Literatura e Artes Plasticas. no entanto isso vem mudando conforme a evolução, no entanto a Música é sempre a primeira...

 A música pode ser considerada uma das artes que mais influenciam na sociedade. Por isso, muitas mídias optam pela monopolização do mercado fonográfico. Se há décadas era a censura a principal vilã, agora é a alienação, o controle do que vai ou não fazer sucesso. Isso somado ao descaso pela qualidade musical atual na sociedade brasileira, especialmente nas classes mais pobres, provocando um declínio cultural.

Espero que, ao fechar o Teatro para reparos, o prefeito de São Bernardo do Campo tenha um para nossas apresentações, afinal 19 mil foi pouco, queremos 50 mil para mais no término do ano! 

Dou uma sugestão ... o Teatro Cacilda Becker, que também precisa de reformas, mas hoje ele está livre das enchentes que outrora era o caos e estragava tudo! A ultima conferencia de cultura foi feito inicialmente no CAJUV da redenção, e o segundo dia, que foi muito mais proveitoso, no Teatro Cacilda Becker( precisamos de um Teatro central)  

O povo não quer só comida, o povo quer mais cultura, diversão e arte ... O povo é exigente !



sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Itacyr Bocato Jr

Gostaria de colocar aqui, uma descrição do que é o Itacyr Bocato Jr, e nada melhor que um vídeo que fala por muitas palavras, pois são as dele... 
Este belíssimo documentário que não se perderá no tempo, trás também a história de uma cidade chamada São Bernardo do Campo, em uma pequena escola chamada EEPG Dr Baeta Neves, assim formando a Banda Musical Dr Baeta Neves ganhadora de muitos troféus. 
As épocas das Bandas em São Bernardo do Campo começou em 1923 com a Corporação Musical Filarmônica Lauro Gomes, que só em 1955 foi conhecida  como Banda e só em 1982 foi dado o nome de Patrimônio Cultural da Cidade de São Bernardo do Campo, mas  o garoto Bocato, viria apenas depois e eu viria uns 7 anos depois dele. Lauro Gomes encostou o ouvido no instrumento para se certificar que não era playback o que meninos tão pequenos tocavam e com tão brilhantismo. A Corporação Musical São José é a remanescente de tantos anos ruins com a cultura, continua firme e forte e, embora ela tenha se tornado Ponto Cultural, a banda sofre com o descaso à cultura, na música em geral que foi perpetuada até o exmo ex prefeito de São Bernardo do Campo, Tito Costa... depois dele caiu uma banda, outra e outra, mas São Bernardo do Campo continua sendo a Cidade das Bandas, ou seja , da Metaleira (trombone, trompete, sax, flautas, clarinete, souzafone, trombone, tuba, bombardino) por isso a primeira banda depois da Dr Baeta Neves, teve o nome de Banda Metalurgia, que em minha concepção dois motivos foram dados: SBC era a Capital do Automóvel e Metalurgia eram as empresas automobilísticas , outra para confundir era o jeito diferente de se dar com a musica, com fusion, funk, samba, baião em complexos arranjos.
A Abertura da Fabrica do som ( que foi da TV Cultura entre 1983/1984) foi um grande desabafo sociocultural e até hoje lembramos com gosto.


Um dos meus favoritos instrumentistas brasileiros, ex -trombonista da banda Metalurgia, ou seria melhor dizer: Trombonista da ex banda Metalurgia?
A Banda Metalurgia existe, no coração de cada instrumentista Sambernadense, por isso não considero ex banda, e poderá qualquer hora ser recomposta com outros arranjos, outros instrumentistas, que darão o mesmo brilho que ora antes era dado em tempos de Baêta... No caso eu diria: é o Trombonista da Banda Metalurgia
Falar apenas de Bocato seria um orgulho, sabendo que existe Claudinho Baêta 1982 com Mané Leão - teclados, Bocato - trombone, Nonô - trumpete, Jacaré - sax, Lino Simão - sax, Da Julia - sax, Farias - trumpete, Eduzinho - baixo, Marcelo Munari - guitarra, Duda Neves - bateria. Grandes momentos. Tema "Impulso" (Lino Simão)
Onde estes amigos estão?????
Bocato , ou Itacir Bocato Junior é um dos Trombonistas mais respeitados em todo o mundo, Sambernadense, trabalhou ao lado de musicos de qualidade incontestável. Este artista, estuda desde os sete anos e cursou composição e regência na UNESP, estudando também na Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Como eu disse Bocato além de tocar ao lado de inúmeros musicos, fez parte de grandes shows com Elis Regina, Arrigo Barnabé, Itamar Assunção, Rita Lee e Roberto Carlos....





                                       

Aluísio Porto faz o documentário com propriedade


Temos Grandes Musicos em São Bernardo do Campo, Ubaldo Versolato, Claudio Baeta, Gó do Trombone, Walter Sky, Jacaré, Levi, Keli Aragão, Flavio Bala, Marcelo Lopes, Uziel ... além de muitos Maestros bons, Até o Maetro Conceição e Irineu, Cicero Dantas e Romilson e o inesquecível Walter Sky que é lembrado a todo momento pelo Bocato, o professor!


Esta história não pode ser perdida, somos a Fabrica de Musicos de Sopro.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

TIMBALADA ESTÁ ALÉM DA MÚSICA



                                   

Fã é o mesmo em qualquer lugar quando se refere ao amor naquela pessoa admirada seja artista, esportista, uma professora, alguém que é referência da sua área, etc. Quando se trata de grupos musicais, o trato é muito mais apaixonado.
Na Bahia, existe um grupo musical que desde que estreou sua participação nas festas de largo da capital baiana, desperta paixões. Trata-se da Timbalada, grupo percussivo criado por Carlinhos Brown no início da década de 1990, originário do bairro do Candeal e descendente do antigo grupo percussivo Vai quem Vem.



A Timbalada surge no cenário da música baiana no momento em que a chamada Axé Music cresce em todo o país através de bandas dos chamados blocos de trio, blocos da classe média soteropolitana na qual o gênero musical passou a ser tocado de forma mais pop para melhor aceitação do mercado sobretudo do sul e sudeste do país.



Aquela música percussiva tocada por dezenas de percussionistas (e até centenas, como nos arrastões) traziam elementos que já estavam sendo colocados de lado pelas bandas dos blocos de trios. Toda a percussividade das ruas de Salvador, da bateria dos Apaxes do Tororó, Secos e Molhados, Barrabas, dos sambas juninos, samba-duro, dos afoxés e afro, a musicalidade oriunda das religiões de matriz africana e musica afrocaribenha, todos esses elementos traduzidos nos timbaus (não é timbales ou timbal) da banda. A Timbalada além da música, veio como um movimento de afirmação estética da juventude dos bairros populares. As famosas basqueteiras no pé, bermudas da marca Spinnaker, cabelos trançados, óculos fora dos “padrões”, aquela forma de dançar e estilo despojado que destoava do que estava sendo imposto pela indústria do carnaval e que por isso mesmo trazia uma verdade que é da maioria da população soteropolitana. A Timbalada foi a afirmação dos jovens dos bairros pobres, de maioria negra, no momento em que a classe média chamava essas pessoas “exóticas” (para elas) de “brown”. Não era difícil ouvir na rua frases como “ah velho, você dança como um brown…”, ou um “não vou naquela festa porque só tem brown…”. O velado racismo foi, de alguma forma, neutralizado (e não superado) com o surgimento da Timbalada. Ser brown (marrom) estava na moda e aquele grupo musical, mesmo sem essas pretensões, começava a representar parte significativa da nossa sociedade, hoje, auto-intitulados de nação timbaleira.Por tudo isso (e algo mais), a banda Timbalada é diferenciada. Seus fãs não são fãs meramente da música em si, mas de todo um movimento que perpassa a questão musical. É uma questão de identidade e sobrevivência dessa identidade num mar onde o poder do dinheiro tem cor, classe e modifica nossos símbolos e nossa cultura. A Timbalada reverbera um jeito de ser, uma forma de pensar, um lugar.





Nestas ultimas semanas, foi anunciada a saída do último cantor da geração que fundou o grupo e também foi anunciada a entrada de uma cantora. Denny sairá após o carnaval e Millane Hora, uma alagoana que ficou conhecida através de programa televisivo, assumirá os vocais do grupo.


No primeiro Ensaio (show) feito neste domingo, a cantora foi vaiada pelos fãs do grupo e muito tem se comentado sobre as vaias, alguns a favor e outros contra.


Muitas pessoas falam sobre respeito à cantora que em nada tem a ver com isso, em nada tem culpa do que aconteceu. Mas é importante refletir sobre o fã.





Ja perguntaram o que o fã está sentindo? Já se questionaram sobre o que sente o fã com a perda (ou ameaça) de algo tão representativo para ele? Respeitem esse sentimento. É prática do mercado impor uma marca, um novo cantor ou cantora e achar que porque é fã, “vai ter que gostar”. Temos vários exemplos que não deram certo em qualquer gênero musical e é a vida. Uma cantora ou um cantor, num grupo como a Timbalada não pode ser encarado só como algo no campo da música. A questão não é só a música e erra quando se critica apenas por esse viés. A representatividade neste caso é muito maior. As infelizes vaias foram para a cantora Millane Hora, mas em verdade não foram para ela…

Fernando Monteiro



Este Bloggueiro:Entre amigos de Fernando Monteiro(eu sou um deles), que deram suas contribuições nos comentários, vários elogios, pois na verdade concordam, entre os amantes do Timbalada, os fãs, em dizer que "temos vários exemplos musicais que não deram certo e isso é a vida", como Caetano Veloso foi vaiado e mesmo assim ele estava certo.

Os internautas temem o fim do Timbalada com a saída de Denny, da identidade e mostro em uma postagem do Junior Bastos:

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Vejo pessoas defendendo essa vocalista, mas pergunto: teria necessidade de trazer uma artista que não seja baiana para assumir os vocais? Não se resume a cor, mas há de ver outras coisas que o público (leia-se fãs) não iria entender ou assimilar tal questão.

Imagine se o Chiclete tivesse contratado um vocalista do sudeste ou do sul do país para o lugar de Bell? E se fosse negro? E se fosse mulher? Aqui estou colocando as variantes em todos os pontos que foram discutidos (cor, origem, ou até mesmo gênero).

O que vejo são os fãs querendo que a banda não perca sua identidade assim como aconteceu com o Olodum, Ara Ketu e outras bandas que não conseguiram se sustentar por conta das mudanças consideradas ousadas para atender à mídia e a uma platéia determinada.

Ela pode dar certo? Sim, pode. Até porque Amanda também era branca e teve seu lugar marcado na banda (e era baiana!). Mas tem que ir com calma nas escolhas.


Junior Bastos


Este Bloggueiro: Na música, manter a identidade é importante quando se trata do grupo. Quando é vc por vc, fora do grupo, você pode ser o que quiser.

Não sou Baiano, sou do sudeste, mas sou Músico com muita honra e gostaria de dizer, façam a escolha acertada, pensem, achem, salvem esta manifestação artística de boa música,que em teoria ainda está com a identidade intacta. Lembrem-se, vocês formam mais do que um grupo e ou comunidade, são amigos.



O Face do Fernando Monteiro, exato no link que está esta discussão clique aqui  





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